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Integração de dados com ETL: o que é, como funciona e limitações

A integração de sistemas é essencial, mas muitas empresas enfrentam desafios como a fragmentação de

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Keila
Sumário

O volume de dados gerados por uma organização sempre foi imenso. E já está claro que transformá-los em informação pode levar a tomada de decisão para o próximo nível, desde que esses dados sejam coletados, padronizados e reunidos em um ambiente centralizado. O ETL é uma das tecnologias mais reconhecidas para esse fim.

As ferramentas de ETL têm um mercado gigante, que segue em rota de crescimento. Em 2023, ele foi avaliado em US$ 4,27 bilhões e deve seguir aumentando a uma taxa de mais de 13% ao ano.

O que você precisa saber sobre essa tecnologia? Quando utilizá-la e quando uni-la a outras ferramentas de integração? ETL ou iPaaS? Veja aqui a nossa análise!

O que é ETL?

ETL (extract, transform, load) é o processo de extração, transformação e carregamento de dados de diferentes fontes dentro de sistemas de armazenamento, como data warehouses, para servir a diversos usos.

Isso torna o ETL uma tecnologia de integração de dados ideal para unificar dados de diferentes formatos e origens. Mais que isso: para unificar de forma organizada e com alta qualidade, removendo duplicatas e inconsistências, que permita a análise e tomada de decisão baseada em dados consolidados.

Como funciona: as 3 etapas da integração de dados com ETL

As letras do acrônimo da tecnologia de integração de dados dá nome a suas três fases principais:

1. Extração (Extract)

É a coleta de dados de várias fontes, como:

  • Bancos de dados (MySQL, PostgreSQL e SQL Server)
  • APIs (REST e SOAP)
  • Arquivos (CSV, XML, JSON e Excel)
  • Sistemas legados (ERPs, CRMs e mainframes)
  • Streaming de dados (Kafka e MQTT).

A extração de dados pode envolver diferentes volumes ou massas de dados:

  • Completa: todos os dados são extraídos de uma vez
  • Incremental: apenas dados novos ou alterados são extraídos
  • Alterações: dados modificados desde a última extração.

Um ponto comum entre todas elas é que essa extração se dá em lotes (batches), de tempos em tempos, não em tempo quase real ou real.

2. Transformação

Processamento e higienização de dados para que atendam a requisitos analíticos ou operacionais. Isso pode incluir:

  • Limpeza de dados: remoção de valores nulos, duplicatas e inconsistências
  • Conversão de formatos: alteração de tipos de dados
  • Agregação: soma, contagem ou médias
  • Normalização e desnormalização: estruturação dos dados
  • Mapeamento e junção: combinação de dados de diferentes fontes
  • Aplicação de regras de negócio: colunas derivadas ou cálculo de métricas específicas.

A transformação pode acontecer antes ou depois da carga, a depender da tecnologia de ETL utilizada. Nesse segundo caso, ela é conhecida por ELT (extract, load, transform).

3. Carga

Movimentação e armazenamento dos dados no destino final, que pode ser:

  • Data warehouse (Snowflake, BigQuery e Redshift)
  • Banco de dados (PostgreSQL, MySQL e SQL Server)
  • Data lake (Amazon S3, Hadoop e Azure Data Lake).

Assim como a extração, a carga também pode variar de acordo com o volume de dados:

  • Completa: substituição dos dados antigos pelos novos
  • Incremental: adição apenas dos dados novos ou modificados
  • Partição: carregamento de apenas uma parte dos dados.

Tecnologias e ferramentas de ETL

  • Open source: Apache Nifi, Talend Open Studio e Airflow
  • Cloud AWS Glue, Google Dataflow e Azure Data Factory
  • Enterprise: Informatica PowerCenter, IBM DataStage e SAP Data Services

Exemplo de integração em ETL

Uma empresa tem dados de vendas em três sistemas distintos – um ERP, um CRM e planilhas de Excel – e deseja reunir esses dados para a criação de relatório comerciais em um BI.

O ETL realiza:

  1. Carga: movimentação e subida dos dados tratados em um data warehouse para geração de relatórios.
  2. Extração: coleta dos dados nas três fontes.
  3. Transformação: padronização dos formatos de data, conversão de moedas para uma única unidade e união dos registros de clientes duplicados.

Limitações do ETL tradicional

O ETL é amplamente utilizado para integração de dados, mas tem algumas limitações. Algumas são relacionadas à tecnologia, especialmente em cenários modernos com big data e necessidades de tempo real. Outras são relacionadas à complexidade do próprio caso de uso, como transformações de dados complexas.

Vejamos as principais:

  1. Latência: o ETL tradicional coleta dados em lotes, não em tempo real. Isso pode gerar atrasos na atualização dos dados, se a necessidade da organização for de análises em tempo real.
  2. Consumo de recursos computacionais: o ETL pode exigir grande capacidade de processamento e memória, especialmente na etapa de transformação, aumentando custos operacionais.
  3. Transformação de dados: se realizada antes da movimentação para um data warehouse, a transformação de dados pode ser ineficiente.
  4. Escalabilidade: o ETL tradicional faz processamento de dados em servidores centralizados. Com o crescimento do volume de dados, podem ser necessários clusters distribuídos.
  5. Desenvolvimento e manutenção: a compatibilidade de dados necessária para garantia da qualidade dos dados trafegados por ETL pode ser tecnicamente complexa.
  6. Monitoramento: o rastreamento de erros e problemas pode ser difícil em uma estrutura que envolve múltiplas etapas e sistemas.
  7. Transformação de dados: se realizada antes da movimentação para um data warehouse, a transformação de dados pode ser ineficiente.

O ETL vale a pena?

O ETL é e continuará a ser útil para muitas empresas, sobretudo na movimentação de grandes massas de dados estruturados de diferentes fontes para uma base centralizada.

Para a escolha, dentre outras opções para integração de dados, as organizações deverão colocar na balança os casos de uso, a complexidade de implantação e os custos de manutenção e operação.

Por isso, como ferramenta de integração, o ETL pode mostrar mais valor para as organizações se combinado com outras tecnologias que cubram suas limitações ou se apliquem a casos de uso menos complexos. É o caso do iPaaS.

Vejamos um quadro comparativo entre iPaaS e ETL.

iPaaS e ETL na integração de dados: quadro comparativo

A integração de dados é um recurso fundamental tanto no iPaaS quanto no ETL. Mas as ferramentas têm abordagens distintas.

Abaixo, veja uma comparação detalhada de como cada tecnologia lida com esse processo:

 ETLiPaaS
FocoProcessamento de grandes volumes de dados para data warehouses e/ou bancos de dadosIntegração entre aplicações SaaS, APIs e processos
Transformação dos dadosAntes ou depois da carga (ETL ou ELT)Durante o fluxo de integração
Dados estruturados
Dados semiestruturados
Dados não estruturados❌ (Exige ferramentas adicionais)
APIs e web services❌ (Exige programação customizada)
OperaçãoLotesTempo real ou quase real
LatênciaAltaBaixa
EscalabilidadeDifícil, sem ferramentas de big dataAlta, quando implantado em cloud
InfraestruturaOn-premise, cloud ou híbridoOn-premise, cloud ou híbrido
Facilidade de implantaçãoDifícil, requer desenvolvedores e analistas de dadosModerada, com suporte a no-code/low-code, mas requerendo desenvolvedores e analista de integração
ManutençãoComplexaSimples
MonitoramentoExige ferramentas especializadasMonitoramento integrado com dashboards e alertas automáticos

Leia também: Integração de dados: como facilitar com um iPaaS?

ETL: entenda seu cenário para decidir se é a melhor solução

O ETL é uma tecnologia amplamente usada para integração de dados. Mas não é a única. Cada caso de uso – os do momento, mas também os do futuro – deve ser analisado sob diferentes pontos de vista para se chegar à solução da melhor tecnologia de integração a ser utilizada, evitando complexidade, custos e esforços desnecessários.

Neste artigo, você viu um comparativo do ETL com o iPaaS, uma ferramenta mais ampla de integração.

Você ainda tem dúvidas e quer saber se o ETL é a melhor ferramenta para o seu caso de integração? Veja a nossa demonstração e venha falar conosco!

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